domingo, 30 de março de 2008

Quando chego das festas meu humor fica péssimo

Ontem teve pré-carnaval de novo. Foi no sábado. A gente fez o de sempre, reuniu os amigos e bebeu todas. E sempre tem confusão. Alguém que não paga a conta do bar, que rouba bebida, que enche o saco de outro alguém etc. Sempre quando chego das festas meu humor fica péssimo. Acordo como uma princesa mas quando vou dormir só consigo dizer porra, merda e foda-se.

20/01/08 23:38

quinta-feira, 27 de março de 2008

01/02/08 15:50

Ontem também minha tia avó foi para o hospital. Tava se sentindo mal. O momento mágico esta próximo para ela. Ela às vezes escreve umas bostas em louvor a nossa família. Problemas no coração. Fez uma cirurgia e dizem escapou por pouco. Eu digo adiou por pouco. Não por muito tempo. Posso sentir o instante mágico se aproximando. Ela deve ta desesperada escrevendo alguma coisa bonita pra gente se lembrar que ela foi uma boa pessoa. Muito prestativa e respeitosa. Mas quando você morre isso não importa mais. As palavras. O que importa é o que você fez. E quem vai se lembrar são as pessoas que gostavam de você. As palavras realmente não importam quando você está morrendo. Estou ansioso.

mim a meia noite

domingo, 23 de março de 2008

Semana santa eles dizem



Final de semana para que eu não esqueça teve muito peixe, que eu não como logicamente, vegetariano que sou. Teve chuva, bola teve. Mas para ser mais minimalista tenho que lembrar das gotas batendo no meu peito na tarde de sexta-feira. Aquelas sim furiosas. Quinta pela noite a mulher perfeita dentro do rio doce, às vezes minto para ficar mais saboroso. Cortei o dedo, perdi sangue para os besouros, comi chocolate e se eu lembrar mais uma vez da água poderia resumir tudo assim. Algumas imagens que guardaria para vocês seriam: O meu primo olhando para os passarinhos com cara de abestalhado, A minha namorada correndo por uma vereda usando vestidinho curto e o vestidinho curto da mesma, nesta ordem. Sábado à noite em vez das festas um debate sobre religião, que eu previno não mudar coisa nenhuma. Eu só boto lenha na fogueira e aprecio, como bom filósofo que sou. As perguntas sovadas sobre a onipotência de deus que eu mesmo sei a resposta e fico me coçando para que ninguém mais saiba. Semana santa eles dizem, para mim o que tem de especial é ver os matos verdes como nunca.

quarta-feira, 19 de março de 2008

5 de janeiro de 2008


5 de janeiro de 2008

O dia foi bem cheio. Por aqui eu sempre penso que não vai acontecera nada, ainda mais agora que a minha namorada ta viajando. Acordei um pouco tarde, lá pelas nove ou dez. Dormi bem. Sem sonhos. Fui aguar as plantas do quintal. Depois que cheguei de viajem percebi que elas cresceram muito. Uma semana apenas. Acho que foi a chuva, finalmente começou o inverno. Depois de olha-las comecei a andar pela rua. Parei numa esquina e vi uma locadora de games, sim, comecei a jogar algo interessante. Chega de filmes e livros. O fato agora é que eu estou de férias e as estrago com quiser. Vá a merda os intelectuais! Chega de tentar salvar o mundo. Depois voltei para o almoço, tava com uma saudade da comida daqui. Uma ótima mãe. Fiz a sexta perambulando pela casa, brincando com o meu gato pelo chão, assistindo as idiotices da tv de longe. Dormi um pouco e sai. Percebi mais uma vez que odeio carro, todo esse barulho. O que é bom nas cidades pequenas é que você pode andar de bicicleta sem blusa o dia todo. Você sente o vento contra o seu corpo. Sensação maravilhosa. Mas aqui? Que vento, só tem fumaça de ônibus e olhe lá. Será que estou me tornando um velho rabugento antes da hora? Talvez. Andei um pouco pelas ruas, olhei as pessoas, as casas, as árvores. Sim ainda tem árvore por onde eu ando. Fui à casa de um primo mas ele não tava lá. Encontrei um amigo por acaso e conversamos um pouco sobre a faculdade. Me chamou pra assistir a um filme amanhã no cinema. Filme? Não, não. Todas aquelas super produções estão me deixando com nojo. Sabe quanto eles gastam pra fazer a porcaria de um Harry Potter? Nem queira saber. O mundo não é pobre, as nossas almas que são. Você escreve sobre um bruxo que não transa e ganha milhões. Foda-se. Quando vinha pra casa encontrei outra amiga, essa eu não via a mais de um ano. Ela me devolveu um livro que tinha emprestado. Com um ano de atraso mas valeu. O livro não é de uma adição tão boa assim, pra falar a verdade eu nem senti falta. Nós conversamos bastante sobre tudo. Ela é meio tagarela. Me apresentou a mãe dela. Fiquei de emprestar um filme pra ela. Se der coragem amanhã eu passo por lá e deixo. Sai umas três horas de casa e cheguei dez e pouco. Dia cheio. Jantei e agora acho que vou ler um pouco. Sabe que livro? Deixa pra lá.

domingo, 16 de março de 2008

Dia de flatulências sutis


Domingo é dia de ficar no computador até doerem todas as suas juntas, no meu caso. Comer porcarias para forra o bucho esporadicamente. Fazer fofoca, assistir programas que odeia na semana. Segurar a vontade de mijar o quanto poder, poucas gotas na cueca ainda vão bem. Você não lê, passa longe dos filmes cultos e dá banho no gato. Dia de ressaca para alguns, de bebedeiras para outros, no meu caso uns sim e outros não. Dia de ventos singulares. Poucos carros. Mulheres amenas. Escova-se menos os dentes, menos banhos. Deixa tudo que tem pra fazer pro dia seguinte mas infelizmente é segunda, o dia posterior ao domingo. Você descansa de ter descansado. Dia de flatulências sutis.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Tereza



1

A primeira transa com Tereza foi mais dor do que amor, ela gritava e saiam lágrimas doces dos seus olhos que eu engolia com beijos apaixonados. Tereza era forte, quando criança ganhava as bonecas de presente para agarrá-las as pernas baixando na cabeça dos meninos grandes da rua. Já nesta época eu sentia que de alguma forma ela se tornara forte para defender aquele garoto amarelo que todos conheciam por João, prazer! Tereza era ágil, esperta, imaginava coisas e tinha respostas para todas as perguntas do mundo: Beijar é conversar pelo coração. Uma semana depois ela entregou-me de novo, desta vez doeu menos para a felicidade de ambos e eu me sentia casado e para sempre seguro nos braços suados que antes me defendiam e que agora me apertavam como se eu tivesse feito alguma má-criação. Nestas tardes em que o céu se encontrava limpo e azul Tereza ia me pegar pela mão para em encher de comida imaginária, não gostava das bonecas da mãe, mas nutria certo amor maternal por mim, talvez pelo meu corpo magrela que devia dá pena para aquela menina tão bondosa.

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E sobre o lance dos selos, que eu nao sei bem o que é, que a samila me endicou como último na categoria importância. Bem, só tenho o blogger dela e o do mingau e da letícia pra indicar. Estou realmente atarefado esses dias. Faculdade, livros, linguagem. Ai vão...


http://filosofiaminha.blogspot.com/

http://me-da-uma-aspirina.blogspot.com/

Sem ordem de IMPORTÂNCIA!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Cocô e sexo


Acordei cedo e fui almoçar na casa de Luisa. Sai daqui de casa umas onze horas debaixo de chuva para não me atrasar. Ela preparou peixe cozido, macarrão, feijão e arroz. Enchi o prato duas vezes e depois fui come-lá. Nos deitamos na cama e dormirmos a tarde quase toda. Umas três horas vinha pra casa quando encontrei Caco, um velho amigo drogado que sempre ia pro carnaval com a gente, menos esse ano, passou o feriado na praia. Fazia tempo que não fazia sexo e lá uma menina chupou ele. Felação. Boquete. Ele tinha saído com a menina de novo depois do carnaval então perguntei:

- cadê a mulher ontem chupou de novo?
- não só bronha.
- foi massa?
- não, ela me passou gripe, não era o que eu esperava.
- tava bebo quando conheceu?
- claro, grande pergunta.

Perguntei se tinha sido bom lá na praia.

- claro, eu tava lá.
- to começando a achar que o povo ta certo quando te chama de convencido.

Perguntou se eu tinha voltado com Luisa.

- voltei
- Amor é assim mesmo, o cara não entende nada, o importante é ta feliz.
- anda lendo livro de auto-ajuda?
- não, experiência. Mas se tu gosta ninguém tem nada a ver com isso. As pessoas são más, só querem derrubar a gente. O amor é assim mesmo.
- vai se fuder.
- eu to apaixonado pela vida cara. Agora vou virar zen doido.
- o que foi que tu viu lá na praia Caco?
- só a vida. vou mais beber não, nem fumar. Só praia, natureza, sexo.
- sexo, agora me comovi.
- bicho o homem tem que saber seus limites.

Nessa hora ele a gente tava escutando John Lennon vindo de longe. Perguntei se ele ia virar Hari.

- não doido, o deus deles têm muitos braços. Só surf e sexo, sem drogas. Passei cinco dias alcoolizado.
- se tu tivesse lá na serra tinha cheirado pó.
- eu sei, não ter ido foi um sinal.
- cara sem deuses ta ligado? Uma parada só minha. Só sexo, free. Chega de destruição e ódio e deuses, só sexo.
- vamos fazer uma fazenda auto-sustentável.
- não cara, vamos fazer sexo, agora.
- nós dois?
- contigo eu não faço, tu sabe porque, é grande.

Começou a tocar imagine e ele falava seguindo a música.

- imagine cara, imagine.
- as pessoas no mundo vivendo só de sexo.
- isso.
- e cagando, porque cagar é bom. Cocô e sexo.

A noite fomos jantar na casa de Luisa.